quarta-feira, 24 de agosto de 2011

A máquina do tempo

George é o cientista que inventa uma máquina do tempo e viaja para um futuro distante. No ano de 802.300, a raça humana se divide entre elois, que vivem na superfiecie da Terra, e morloks, habitantes das profundezas, que se alimentam dos elois. Conhece uma jovem eloi (Weena) e utilizando o fogo, decide libertar os elois da opressão dos morlocks. Ao voltar para o seu tempo, encontra a descrença de velhos amigos. George decide então retornar para o futuro distante e ajudar a construir a nova humanidade. Filme clássico da ficção cientifica baseado em romance de H.G. Wells. Por um lado, George expressa a profunda insatisfação do homem com a civilização burguesa imersa em guerras e mesquinhos interesses comerciais. Ao viajar pelo século XX, George observa tão-somente morte e destruição através de guerras. Na verdade, o tema da viagem pelo tempo tende a expressar, de certo modo, a fuga fantástica da tibieza do mundo burguês. É um tipo de redução das barreiras naturais (o espaço-tempo é uma forma de natureza que se impõe ao homem). Por outro lado, ao voltar para o futuro distante, o inglês George expressa o espírito colonizador do Império Britânico. Cabe a um inglês construir a nova humanidade. Ou seja, não deixa de ser sugestivo que seja um inglês o demiurgo desta nova civilização do futuro remoto.

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